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30 de jan. de 2012

O Trabalho em equipe – O sucesso dentro do universo da arbitragem de futebol.

Um forma especial de organização, que visa, principalmente, a ajuda mútua entre árbitro (regra 05), árbitros assistentes (regra 06) e o quarto árbitro em uma mesma partida (regra 07) é o trabalho em equipe, que pode ser descrito como um conjunto de pessoas que se dedicam a realizar uma tarefa ou um determinado trabalho.
O trabalho em equipe busca a valorizar cada indivíduo e permitindo que todos façam parte de uma mesma ação, além de possibilitar a troca de conhecimento e experiência, pois motiva a equipe de arbitragem a buscar de forma coesa os objetivos traçados para a partida.
Na visão do psicólogo Abraham Maslow (1908-1970), profissional que deu início a Psicologia Transpessoal (área da psicologia que estuda a consciência nos seus diferentes níveis e a sua relação com os aspectos evolutivos do ser), o trabalho em equipe possibilita dar e receber, por parte de cada um de seus membros, afeição, aceitação e sentimento de importância. Para Maslow, “isto faz com que o indivíduo cresça, tornando o trabalho determinante, pois o objetivo a ser alcançado depende, exclusivamente, da satisfação psicológica do indivíduo bem como das relações humanas”.
A necessidade de desenvolvimento do trabalho em equipe passa por diversos fatores de importância, como a definição de prioridades, o incentivo, divisão de responsabilidade, comunicação, cooperação, uma palavra amiga, otimismo e o estar aberto a ouvir e ser ouvido. Todas estes fatores, quando são acrescidas ao ser individual (si próprio), pode significar o sucesso da equipe de arbitragem no fim da partida.
Entretanto, como benefício, uma equipe coeso aflora muitas características que até então passavam despercebidas no individual, como a alegria de atuar, a participação e a visão do espírito do jogo.
Podemos usar como exemplo as palavras do ex-árbitro italiano Pierluigi Collina, que apitou a final de Copa do Mundo da FIFA – “trabalho de equipe é também um aspecto crucial da arbitragem, assim como os onze jogadores em uma equipe de futebol devem trabalhar juntos para atingir o objetivo comum de conseguir um resultado positivo, o árbitro, seus dois assistentes e o quarto árbitro podem fazer apresentações de excelente qualidade se eles se incentivarem se comunicarem apropriadamente. Porém aquele que achar que pode suportar sozinho a responsabilidade de uma partida e que tenha a prepotência que pode apitar sem a ajuda de seus assistentes é, na verdade, um árbitro muito pobre”.
Portanto podemos definir que o trabalho em equipe e de vital importância para uma boa arbitragem, pois significa compartilhar uma direção comum: o sucesso dentro do universo da arbitragem de futebol.
Por Valter Ferreira Mariano


25 de jan. de 2012

Mulheres ainda enfrentam machismo velado no futebol

Richard Keys: "Parece que é uma mulher que vai bandeirar hoje, de acordo com Steve, o cameraman."
Andy Gray: "Uma mulher bandeirinha?"
Richard Keys: "Foi o que ele (cameraman) disse. Ele falou que ela é boa. Mas não sei se a gente pode confiar."
Andy Gray: "Eu não confiaria. O que as mulheres sabem de impedimento?"

Essa conversa entre o narrador Richard Keys e o comentarista Andy Gray, ambos da Sky Sports, da Inglaterra, aconteceu, antes da transmissão do jogo entre Wolverhampton e Liverpool, pelo Campeonato Inglês. Os dois estavam se referindo a Sian Massey, que iria "bandeirar" (árbitro assistente - regra 06) a partida. Sem saber que o microfone estava aberto, foram flagrados e o vídeo do diálogo vazou na internet. Andy Gray, que estava desde 1992 na Sky Sports e era um dos comentaristas mais famosos do país, foi sumariamente demitido. Richard Keys renunciou ao cargo.

Árbitra assistente  Sian Loise Massey

Esse episódio inglês é mais um caso de preconceito contra as mulheres. O machismo continua sendo um dos problemas sociais da atualidade. Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística), publicada em março de 2010, as mulheres ganham 72,3% do salário de um homem que ocupa o mesmo cargo e possui a mesma escolaridade ou menos
.
O futebol é apenas mais um campo onde o machismo ainda persiste. O esporte mais praticado entre os homens em todo o mundo é um campo tradicionalmente machista, seja dentro das quatro linhas ou nas cabines de transmissão dos estádios.

Por Estela Suganuma - 09/02/2011
Publicado no site Trivela.com.br
Foto: CoventryTelegraph.net

RECICLAGEM 2012 - PARA OS ÁRBITROS DE CAMPINAS E REGIÃO.


A EAMAR juntamente com a Liga Campineira de Futebol e RCF eventos esportivos, vai realizar no proximo dia 05/02 (domingo) das 08:00 as 17:00 horas a reciclagem do árbitros, árbitros assistentes e dos observadores visando à temporada 2012.

Esta reciclagem será aberta a todos os interessados de Campinas e região, não é necessário fazer qualquer tipo de inscrição, basta comparecer na sede da Liga Campineira de Futebol, Avenida Prefeito Faria Lima ao lado do Hospital Municipal Dr. Mario Gatti, com os seguintes matérias:

  • Carta Magna do Futebol (livro de regras)
  • Prancheta
  • Caderno para anotações
  • Caneta
  • Camisa para treino
  • Calção
  • Meia
  • Calçado apropriado para o treino de campo (chuteira ou similar).
  • Apito
  • Par de bandeiras
  • Par de cartões (amarelo e vermelho)

Aos participantes que finalizar a curso de reciclagem será concedido certificado de conclusão do mesmo.

Informações pelos telefones 32373211, 3272-6469, 3272-8099 e 3272-5573 ou pelo e-mail: colunadearbitragem@gmail.com.
                                                                          


23 de jan. de 2012

Padronização das atitudes.

Padronização da arbitragem passa pela padronização das atitudes dos árbitros (regra 05) no desempenho da nobre função.

Em geral os árbitros deverão utilizar à mesma linguagem, procurando dar uma dinâmica semelhante em todas as partidas, não tratar cada jogo de uma forma diferente, não dando a devida importância para esta ou aquela (regra 07) partida, tratando um Corinthians x Palmeiras como o jogo da sua vida, e diminuindo a importância de um jogo valido pela segunda divisão, no qual sua atitude dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01) demonstra o seu total descontentamento pela escala e pelo jogo em si.

Para obter uma sensível melhora da nobre função, os árbitros deverão ter em mente que todas as atitudes tomadas dentro do solo sagrado deverão ser aplicadas também na próxima partida, claro, somente as atitudes corretas e não importa o grau de dificuldade que a mesma possa ter o importante que ele, árbitro, tenha a mesma atitude, assim a padronização será alcançada e a excelência da arbitragem poderá ser obtida.

Os árbitros deverão ter um mesmo parecer, opinião, uma mesma atitude na aplicação da Carta Magna do Futebol (livro de regras). Não a necessidade ter a mesma opinião sobre política ou sobre qualquer assunto alheio a arbitragem. Eles deverão ter a mesma opinião nas questões atinente à nobre função. Dentro do universo da arbitragem de futebol não pode haver dois tipos de pensamentos ou dois pareceres, todos deverão ter o mesmo significado.

“Podemos ser feliz dentro de nossos lares, se há sempre divergência de opinião?” O mesmo se aplica na arbitragem, se os árbitros estão divergindo e não tendo a mesma atitude dentro do solo sagrado, não poderão obter uma padronização sólida, resultando no aumento das criticas sobre o desempenho a cada rodada.

Portanto, os árbitros deverão buscar a padronização das atitudes numa verdadeira comunhão com os companheiros, tratando os assuntos com a mesma visão, querendo assim elevar o grau de conhecimento e qualidade no desempenho da nobre função.

Por Valter Ferreira Mariano
Foto:  ex- árbitro Pierluigi Collina
Site da imagem: karllusbec.wordpress.com

PALESTRA E RECICLAGEM PARA ARBITROS, ESPORTISTAS, DIRIGENTE E AMANTE DO ESPORTE EM CASA BRANCA – SP

Você há de convir comigo que poucos profissionais têm o seu trabalho tão contestado quanto o dos árbitros de futebol, no Brasil e em qualquer lugar do mundo. Prova disso é que todo torcedor já exprimiu, no estádio ou na frente da televisão, suas opiniões a respeito de uma partida, principalmente discordando da opinião do “juiz”, e nem sempre com palavras muito educadas
.
Mas em Casa Branca será diferente. Árbitros, Dirigentes Esportivos, Atletas, Torcedores e demais interessados, deverão recepcionar com respeito e calorosamente no próximo dia 27 de janeiro, o Árbitro e Advogado, Sálvio Espíndola Fagundes Filho, da FIFA, que estará em Casa Branca palestrando sobre temas variados relacionados ao futebol e suas regras, no Anfiteatro da ETEC “Escola Industrial”, Avenida Coronel Castro, 12, das 20h às 22h.

Após palestra, reciclagem para os árbitros de Futebol de Casa Branca e Região no dia 28 de Janeiro.

Se você é árbitro de futebol, dirigente ou se interessa pelo assunto, participe também da reciclagem para árbitros de futebol no dia 28/01 em Casa Branca.

A reciclagem irá acontecer no Clube Casa Branca, na Praça da Matriz, das 13 às 16 horas. Nesse momento serão discutidas as atualizações das regras de futebol.

Maiores informações sobre a palestra com o renomado árbitro brasileiro, Sálvio Espíndola e também sobre a reciclagem para árbitros, poderão ser obtidas através do telefone: (19) 3671.1471 ou 3671.5414 (departamento de esportes do município) ou do e-mail elizesporte@hotmail.com.

Matéria original: Blog Mulheres de Chuteiras
Enviada para O Universo da Arbitragem de Futebol pela árbitra assistente Elizangela Aparecida da Silva Ribeiro.

18 de jan. de 2012

A evolução da Carta Magna do Futebol

O futebol é um esporte com fortes raízes na tradição. Suas regras sofreram pequenas alterações desde que foram colocadas no papel pela primeira vez, em 1863, pouco depois da fundação da Federação Inglesa de Futebol. Apesar disso, diversas mudanças indispensáveis ajudaram a garantir a evolução da modalidade ao longo dos anos, embora o objetivo sempre tenha sido preservar a essência do esporte mais popular do mundo, de modo a garantir que as Regras do Jogo pudessem ser aplicadas desde o futebol de elite até o amador. Aqui, oFIFA.com dá uma olhada nessas pequenas alterações.

1866: Passes para frente são permitidos

A mudança mais fundamental foi justamente a primeira delas: a permissão do passe para frente — desde que houvesse três defensores entre o recebedor do passe e o gol. Antes disso, toda vez que a bola era chutada, qualquer jogador da mesma equipe que estivesse mais próximo da meta adversária estava em posição ilegal e não podia receber a bola. A alteração de 1866 representou um primeiro passo fundamental para o distanciamento em relação à regra original do impedimento (que continua em uso no rúgbi), permitindo que o jogo de passes florescesse.

1891: Introdução do pênalti

Quase três décadas se passaram desde a elaboração das primeiras regras até que o pênalti, hoje um elemento característico do futebol, fosse finalmente instituído. Funcionando anteriormente sob a premissa de que um cavalheiro jamais cometeria falta de forma deliberada, o futebol acabou tendo de atender à crescente intensidade e competitividade do esporte, introduzindo uma medida que ficou conhecida como "o chute da morte". Contudo, até 1902, a penalidade não era cobrada de uma marca específica, mas sim de qualquer ponto ao longo da linha dos 11 metros.

1891: Árbitros entram em cena

O reconhecimento de que o esporte deixara para trás seu cavalheirismo original veio com a introdução do árbitro. Nos primórdios do futebol, controvérsias eram decididas pelos capitães das duas equipes e, mais tarde, por dois delegados — um de cada equipe —, a quem as contestações poderiam ser feitas. Mas a quantidade de impasses aumentou, deixando clara a necessidade por um árbitro imparcial. Assim, a partir de 1891, o poder de apitar penalidades e faltas passou a ser de um único homem.

1912: Restrição aos goleiros

Neste ano se completa um século desde que os goleiros foram proibidos de pegar a bola com as mãos fora da área. Essa mudança surgiu apenas três anos depois de que ficou definido que jogadores da posição deveriam se distinguir visualmente de seus colegas de equipe por meio de um uniforme de outra cor, sendo que verde era o padrão.

1925: Impedimento muda novamente

A lei do impedimento previamente alterada foi ainda mais amenizada em 1925, determinando que um jogador ainda estivesse em condições de jogo desde que dois (e não mais três) adversários estivessem posicionados entre ele e o gol. O resultado foi o crescimento imediato na quantidade de gols marcados. Em 1990, a regra seria alterada mais uma vez em favor dos atacantes, quando se definiu que um jogador também estaria em posição legal se estivesse posicionado na mesma linha de seu penúltimo oponente.

1958: Substituições são autorizadas

Os primeiros registros do esporte incluem menções a "suplentes", mas seu propósito à época seria entrar em ação estritamente quando um dos titulares não comparecesse ao jogo. Entretanto, o impacto negativo das lesões nas partidas acabaria fazendo que as substituições fossem permitidas durante os 90 minutos, ainda que inicialmente isso se aplicasse apenas ao goleiro e a um único jogador de linha. A partir da década de 1960, a regra foi suavizada, permitindo a troca de atletas por questões táticas.

1970: Introdução do cartão vermelho e amarelo

Capitaneado pelo árbitro inglês Ken Aston, então figura influente no Comitê de Arbitragem da FIFA, o sistema de cartões ao estilo "semáforo" tinha o intuito de pôr fim à confusão gerada em jogadores e torcedores quanto às intenções dos juízes. O cartão vermelho e amarelo foi utilizado pela primeira vez em uma Copa do Mundo da FIFA naquele mesmo ano e continuam em uso até os dias de hoje, tendo se expandido inclusive para outras modalidades esportivas.


1992: Proibido pegar bolas recuadas

Outra mudança efetuada para gerar desequilíbrio em favor do setor ofensivo foi à decisão da International Football Association Board, em 1992, de proibir que goleiros pegassem com as mãos as bolas recuadas propositalmente pelos companheiros, quando estes utilizassem os pés. Apesar de ter sido recebida com muito ceticismo em um primeiro momento, a medida hoje é amplamente vista como algo que gerou um impacto positivo na forma de jogar o futebol.

À medida que o futebol evolui, as Regras do Jogo certamente acompanham as mudanças. Nesse sentido, a Força-Tarefa do Futebol 2014, dirigida por Franz Beckenbauer, examina diversas propostas para o aumento da atratividade do futebol e um melhor controle do jogo em competições de ponta. Vale lembrar sempre que, como demonstrado nos casos acima, uma pequena mudança pode surtir um grande efeito.

Dê sua opinião 

Todas as alterações listadas acima tiveram um impacto enorme no futebol ao qual assistimos hoje. Mas qual delas foi a mais significativa para você? Clique em "Deixe seu comentário" e mostre ao mundo o que você tem a dizer.

Fonte: FIFA.com

16 de jan. de 2012

O plano tático do árbitro de futebol.


Árbitro: Bruno Bonani Munhoz – FPF
Como desenvolver um bom posicionamento durante a partida (regra 07), sem perder a bola (regra 02) e jogadores (regra 03) do campo visual e não atrapalhar uma jogada de contra-ataque se tornando um obstáculo?

Esta resposta requer do árbitro (regra 05) três fatores que serão determinantes para que sua arbitragem seja boa, ou seja, bom preparo físico, conhecimento da tática de jogo das equipes e conhecimento das características dos principais jogadores de cada equipe, este conjunto de fatores será o seu plano tático para partida.

Virmos que o plano tático se inicia com um bom preparo físico, esta condição possibilidade ao árbitro acompanhar o desenvolvimento das jogadas de perto durante toda a partida, tendo uma boa visão da bola e dos jogadores, principalmente nas jogadas onde há o contato físico, proporcionando um excelente grau de interpretação para aplicação ou não das leis do jogo.

Virmos também que o conhecimento tático das equipes também se faz necessário para que este plano seja bem empregado. Este conhecimento da ao arbitro a visão de como se posiciona cada equipe dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01), se uma das equipes joga com três zagueiros para se defender, o seu oponente deverá adotar um esquema ofensivo mais pelos lados do campo, assim sendo o árbitro deve adotar o mesmo principio da equipe atacante, se aproximar mais dos francos para obter uma melhor visão e decisão de interpretação.

Para completar o seu plano tático, o terceiro fator é conhecer as características, não de todos, mas sim dos principais jogadores de cada equipe. Se uma equipe possui um jogador com característica de prender a bola na armação de jogadas, com dribles e jogadas de efeitos, pois possui uma habilidade acima da média, o árbitro neste caso deve se posicionar mais próximo possível deste, pois a possibilidade de haver uma falta (regra 12) e grande, então sua decisão não pode ter duvida, se foi ou não uma infração.

No caso de jogador dotado de habilidade para lançar a bola em distancia longa, o árbitro deve primeiramente em seu plano de trabalho dentro do vestiário com os árbitros assistente (regra 06) alertar esta jogada, pedido suas assistências quando não houver a possibilidade de se encontra próximo, pois esta jogada requer um arranque rápido e longo, certamente a bola irá “correr” mais rápida e os olhos dos árbitros assistências serão os olhos do árbitro.

São apenas três fatores porem é irrelevante para que o árbitro tenha um bom entendimento na hora de aplicar ou não as leis da Carta Magna do Futebol.

Por Valter Ferreira Mariano

Regla 11 Impedimento - . parte 1

9 de jan. de 2012

Nota de falecimento


Com pesar, soube hoje pelo blog do professor Rafael Porcari  do falecimento do amigo e companheiro de inúmeros jogos,  Ademir de Lima, árbitro da Federação Paulista de Futebol pertencente ao quadro entre 1994-2002,  em Jundiaí.

Ademir foi encontrado morto em seu apartamento nessa 2ª feira. Acredita-se que tenha sofrido um AVC na última 6ª feira, pelo estado do corpo. O enterro ocorreu hoje, no Cemitério Parque dos Ipês.

Quem puder avisar aos amigos, que se faça esse ato de caridade.

Descanse em paz, amigo.

5 de jan. de 2012

Entrevista com Elizangela Aparecida da Silva Ribeiro – árbitra assistente – Federação Paulista de Futebol.

01 - O Universo da Arbitragem de Futebol: Em que ano você participou da prova de aptidão ao curso de arbitragem da escola Flavio Iazette (FPF)?

Fiz o curso no ano de 2005. Nessa época ainda morava em Casa Branca, interior do estado e viajava todas as segundas-feiras para as aulas.

02 – O Universo da Arbitragem de Futebol: O que levou você a se tornar uma árbitra assistente?

Sempre gostei muito de futebol, desde pequena. Comecei acompanhando meu pai nos jogos entre amigos. Com 12 anos entrei para um time de futebol em Casa Branca. Jogava futebol de segunda a segunda. Além de gostar de jogar, sempre fui meio ‘’topetuda’’ e adorava dar uma de juíza de futebol nos campeonatos da escola ou nos jogos treinos. Em 2004, depois de me formar na faculdade, resolvi que queria seguir a carreira e fazer o curso da Federação Paulista.

03 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Qual sua meta dentro da arbitragem?

Chegar às divisões principais, com certeza. Acredito que essa seja a meta de todos os árbitros e assistentes.

04 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Você prefere trabalhar com uma equipe de arbitragem apenas com mulheres ou não tem preferencia?

Não tenho preferencia. O que eu gosto mesmo é de trabalhar, estar em campo.

05 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Você tem o apoio de sua família em relação a sua função dentro da arbitragem?

Meus pais são meus maiores fãs, sempre me apoiaram sim e sempre que podem me acompanham nos jogos. Principalmente meu pai. Acho que sou ‘’a menina dos olhos dele’’. Quando alguém pergunta o que a filha dele faz, ele simplesmente enche o peito e fala: “ela é bandeirinha de futebol”. É engraçado! (risos).

06 – O Universo da Arbitragem de Futebol: A arbitragem pode até agora ter proporcionar uma condição financeira melhor?

O que ganho nos jogos ajuda bastante, mas hoje não é a minha principal fonte de renda. Claro que se fosse possível, eu gostaria de fazer exclusivamente isso. Quando eu chegar à séria A1, aí sim o ganho vai ser bem significativo (risos).

07 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Os jogadores tratam você de forma diferente em relação aos árbitros (masculinos)?

Só nos cinco primeiros minutos. Quando os jogadores veem uma mulher em campo, fica aquele burburinho. “Olha, é uma bandeirinha”. Mas isso dura só até o jogo começar. Quando começa, é indiferente se sou mulher ou não.

08 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Qual sua opinião em relação a atual comissão de arbitragem de São Paulo?

Acho que fazem um excelente trabalho e estão sempre atentos às nossas necessidades. Afinal, vida de árbitro, não é nada fácil.


09 – O Universo da Arbitragem de Futebol: O futebol masculino tem espaço para mulher apitar como se fosse um homem? Por quê?

Na verdade acho que as mulheres do apito não querem ‘’apitar como se fosse um homem’’, mas sim ‘’apitar com todo o charme de uma mulher’’. Fico feliz quando vejo mulheres em ascensão na arbitragem. É sinal de que estamos ganhando espaço. Na ultima semana tivemos a boa notícia de que a Regildenia de Holanda Moura entrou para o quadro da FIFA 2012. É uma representante da mulherada lá. É a prova de que com trabalho e dedicação, a gente consegue.

10 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Esta é uma pergunta que não poderemos deixar de fazer.  Você posaria nua em alguma das revistas masculinas?

Não posaria. Agora, tudo o que quero é crescer e aparecer, mas só dentro dos gramados (risos).

Considerações finais: fale um pouco de você fora e dentro do universo da arbitragem:

Sou a mesma pessoa fora e dentro do universo da arbitragem: apaixonada por esportes e pelo que faço. Não é fácil conciliar a vida profissional, a vida pessoal e a vida de arbitra assistente, confesso. Mas quando a gente ama o que faz, vale muito a pena.

Alguns dos melhores momentos da minha vida eu tive dentro da arbitragem. Tenho muitos amigos, conheci pessoas bacanas, passei por momentos inesquecíveis. E são essas lembranças e sentimentos que me fazem ir para a pista de corrida as 11 da noite, quase todos os dias da semana, por que afinal de contas, tenho que vencer o teste físico (e não deixar que ele me vença como já aconteceu algumas vezes).

E no fim, acho que não tem como separar a Eliz de um ambiente fora e dentro do universo da arbitragem, por que mesmo fora da arbitragem, sou totalmente “árbitra de futebol”.


Elizangela Aparecida da Silva Ribeiro

Escola: Estudei nas instituições: FACAB (Faculdade Casa Branca), PUC Campinas e Mackenzie.

Formação: Graduada em Turismo, pós-graduada em Gestão Turística, pós-graduada em Marketing Esportivo e pós graduanda em Marketing e Comunicação Integrada.

Profissão: Analista de Marketing na empresa Royal Caribbean Brasil

Natural: de Mogi Mirim, mas casa-branquense de coração.

Casada ou solteira: Casada.

Filhos: Não tenho.

Fotos: Eduardo Migliato


O Universo da Arbitragem de Futebol agradece sua participação nesta entrevista e lhe deseja grande sucesso dentro do universo da arbitragem de futebol.

Valter Ferreira MarianoEditor do Blog: O Universo da Arbitragem de Futebol


4 de jan. de 2012

Lista dos árbitros brasileiros para o quadro da FIFA 2012.

Teremos, portanto, para 2012:
Paulo César de Oliveira – SP
Wilson Luís Seneme – SP
Marcelo de Lima Henrique – RJ
Péricles Bassols Cortes – RJ
Evandro Roman – PR
Heber Roberto Lopes – PR
Leandro Pedro Vuaden – RS
Sandro Meira Ricci – DF
Ricardo Marques Ribeiro – MG
Francisco Carlos do Nascimento – AL

Regildenia de Holanda Moura
Provavelmente, a Federação Paulista de Futebol não lamentará a perda da sua 3ª vaga, já que tivemos a compensação da (ótima) árbitra Regildênia de Holanda entrando no quadro internacional feminino.


Veja todo os nomes da relação no site da FIFA.pt

3 de jan. de 2012

Ser líder não é ser um árbitro autoritário.

A imagem do árbitro (regra 05) de futebol sugere que é um líder dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01), esta liderança vem da autoridade a ele concedida pela Carta Magna do Futebol (livro de regras).

O árbitro não deve ter a sensação que é superior os demais que estão ao seu redor dentro e fora do solo sagrado, pois esta sensação é apenas uma sensação, sua capacidade de aplicar as leis do jogo será sua liderança, bem aplicadas, bem respeitadas, mal aplicadas, mal compreendidas, sem respeito e sua liderança será amplamente questionada.

O árbitro não pode ser autoritário e ríspido, impondo obediência total, exagerando no tom de voz, chegando ao ponto de enfrentar os jogadores (regra 03) com palavras ofensivas e desmontando um descontrole emocional.


árbitro Paulo César Silveira (PC) um líder nato dentro e fora  do solo sagrado

No dicionário, ser líder é ser orientador, portanto em nenhum momento ser líder é ser o melhor de todos. Liderar é saber olhar em sua volta, sabe mostrar o caminho certo, sabe orientar, saber ouvir, se impor e ser a referência positiva dentro do solo sagrado. Uma boa arbitragem é fruto do conhecimento, da firmeza, da clareza e da precisão das marcações.

Não seja um arbitro que passa a mão na cabeça de todo mundo porque quer ser um árbitro legal. Seja um árbitro meio termo. Ser firme é diferente de ser rude, impor ordens é diferente de obrigar que ordens sejam cumpridas, ser atencioso é diferente de ser amigo e acima de tudo, ser líder é diferente de ser autoritário.

Seja um árbitro exemplo e referência para os seus comandados.

Por Valter Ferreira Mariano